
CURSO DE INTRODUÇÃO
À GEOMETRIA SAGRADA E OPERATIVA - 1º MÓDULO
por Luís Élye
Sintra - Associação Cultural Art of Living
10 de Maio
Inscrições limitadas |
"As
tuas mãos devem aprender que a matéria obedece a
leis que não são convencionais; que é
preciso, para fazer de uma pedra uma obra-prima, ter orelhas no
coração e a alma viva nos dedos. Assim saberás
que para escolher da rocha a pedra sem defeito que fará o
obelisco ou a estátua perfeita, é necessário
ao Mestre d'Obra um instinto tão seguro quanto o que indica
ao animal selvagem o perigo imperceptível, ou a planta que
o curará."
Isha
Schwaller de Lubicz, Her-Bak
“Pois Chiche”
"A
prática da Geometria é uma aproximação
ao modo segundo o qual o universo está ordenado e se
mantém. Os diagramas geométricos podem ser
contemplados como pictogramas que revelam a acção
universal, contínua e intemporal, geralmente oculta das
nossas percepções sensoriais."
Robert
Lawlor, Sacred
Geometry
Desde
sempre o ser humano se serviu da geometria para traduzir,
compreender e explicar tanto o mundo natural como o sagrado e
simbólico. A palavra geometria vem do Grego (geo + metron),
e quer dizer medida, ou mensuração, da Terra.
Ao
caminhar pela vida, cada ser humano, mesmo sem o saber, mede a
Terra da medida dos seus passos, traçando no espaço
e no tempo a forma da sua própria geometria pessoal. Esse
traçado geométrico é único a cada
indivíduo, e obedece a três tipos de leis distintas:
as do Universo, as da espécie a que pertence, e às
do seu próprio cunho pessoal e criativo. De facto, toda a
existência, toda a acção, toda a vida, deixam
um rasto (ou traçado) característico e
individualizado, na trama formada pelas dimensões do Espaço
e do Tempo. Esse traçado obedece a modelos geométricos,
ou, pelo menos, pode ser interpretado, intuído, ou
compreendido através de modelos geométricos. A vida
humana é modelada pelos aspectos físico e espiritual
e é precisamente à medida desses aspectos que se
podem, e se devem, inserir as práticas, as manifestações
e as aspirações da vida humana. Esse modelo humano é
comum a todos os povos da Terra, variando apenas nas suas
colorações culturais, temporais e sociais do momento
e do local.
Todas
as civilizações da nossa história
desenvolveram processos próprios de compreensão do
mundo natural e de integração ou harmonização
nesse mesmo mundo. De facto, todas as grandes civilizações
tiveram profundos conhecimentos tanto da estrutura geral da
natureza (incluindo a do ser humano), como do modo mais adequado
de equilibrar a actividade e a vida humanas com o meio ambiente em
que se encontravam. Nos tempos do Antigo Egipto existia um tipo de
sacerdote, conhecido pelo nome de Harpedonopta (o
esticador da corda), encarregue da função sagrada da
mensuração do terreno (ou agrimensura). Devia
restabelecer por meios geométricos, e sem nenhuma sombra de
dúvida, os talhões de terra que o Nilo devolvia na
descida das suas águas após as cheias. A vida no
Egipto dependia totalmente das terras fertilizadas pelo Nilo e,
por isso, era vital para a economia do país saber
exactamente a quem pertenciam os terrenos e onde começavam
e acabavam os seus limites. Mas as funções do Harpedonopta não
se limitavam às medidas no terreno: devia também
conhecer a terra e os seus segredos, bem como saber reconhecer o
potencial de cada terreno para a sua futura utilização.
Devia reconhecer as formas mais adequadas e quais as orientações
perfeitas; compreender a "pele terrestre" na assinatura
das formas geológicas do local; pressentir os veios de água
subterrâneos e as nascentes de água que pela sua
qualidade e pureza iriam alimentar a vida; verificar os movimentos
dos ventos e prever a sua influência, nefasta ou benfazeja.
Para isso tinha de possuir variados e profundos conhecimentos:
tinha de ser capaz de intuir a terra, tanto no seu exterior como
no seu interior; de entrar em ressonância com os elementos
presentes - minerais, vegetais e animais - para neles ler a
qualidade do lugar e assim prever de que modo a vida nele se
poderia desenrolar; tinha de compreender a acção do
sol, da lua e dos astros durante os dias e as noites do ano, assim
como os seus diferentes ritmos e estações; de entrar
em contacto com a qualidade do ar e dos ventos, sabendo prever as
suas possíveis intensidades e direcções;
tinha de compreender os ritmos da vida, do crescimento e da morte,
não só humanas mas globais; de visualizar as formas,
as cores e modo de trabalhar os materiais mais indicados às
actividades locais, efectuando desse modo o matrimónio vivo
entre vida, símbolo e evolução. Resumindo,
tinha de ter reunido harmoniosamente em si o todo de fora com o
todo de dentro, pois a responsabilidade das suas funções
era a de proporcionar as condições essenciais ao
bem-estar e à saúde do corpo, da mente e do
espírito. No império de Roma essa mesma função
era conhecida pela designação de Decumanus (o
dez-mãos, ou dez-palmos), encarregando-se este de
reconhecer o local ideal para se construir uma nova cidade, um
templo, palácios, villa,
termas, etc. Na China, desde a antiguidade até aos dias de
hoje, esses foram os atributos e as funções do
Mestre de Feng-Shui (Vento
e Água). Também na Europa, durante a Idade Média,
essa função foi assumida pelos Maîtres
d'Oeuvre (Mestres
d'Obra), sendo estes sobretudo conhecidos pela sua
responsabilidade na construção das grandes
catedrais. Mais recentemente, os investigadores em Geobiologia
(nova disciplina europeia semelhante ao Feng-Shui),
trabalham com conhecimentos de geometria natural conhecidos e
utilizados desde há milénios em Geometria Sagrada.
Todos
os povos tiveram (ou têm ainda) os seus Harpedonoptas,
os seus Decumani,
os seus Mestres d'Obra... As aparentes diferenças de
coloração são quase sempre só devidas
às diferenças das condições locais. O
ensinamento foi e é hoje ainda essencialmente o mesmo.
Desde sempre transmitido oralmente, de mestre a discípulo,
pelo exemplo, de modo tradicional e directo. A prática da
Geometria é uma prática pessoal e experimental. Um
caminho... Este é um caminho sem outras barreiras que não
sejam as das condições locais, interiores ou
exteriores. É um caminho global. Em qualquer ponto da Terra
a prática é a mesma: a do Aqui e Agora. A Geometria
Sagrada é uma das vias para essa prática.
O
que se propõe com estes cursos de introdução
é uma visita guiada ao mundo da Geometria Sagrada e
Operativa: uma visita que passa pela amostragem e descodificação,
assim como pela experimentação pessoal, do que se
esconde por detrás da aparência dos objectos, obras
de arte, locais ou monumentos sagrados.
PROGRAMA
.Os utensílios em Geometria Sagrada.
.Os utensílio de interior: o Compasso; a Régua; o Transferidor; o Esquadro.
.Os utensílios de exterior: o Bastão; a Cana; a Corda de 13 Nós; o Fio-de-prumo; a Bússola; Cartas e Mapas.
.Noções básicas de geometria.
.As formas de base da Geometria Sagrada: a noção de Matriz. O traçado da Matriz Quadrada e os Sete Dias da Criação.
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Inscrições
Email: workshop@zefiro.pt
Envie-nos o seu nome, nº de telefone ou telemóvel e email.
Se tiver alguma dúvida, poderá
contactar-nos através do nº: 219 248 969.
Preço
75 €
(inclui coffee
break de manhã e à tarde)
Local
Associação Cultural Art of Living
Largo Ferreira de Castro, nº3 r/c
S. Martinho de Sintra
(Junto do bar Fonte da Pipa)
Tlf:
219 248 969
Horário
9h - 19h
(com intervalo
de 60 minutos para almoço)
Solicita-se a todos os participantes o
bom cumprimento dos horários, para que a workshop decorra da melhor forma.
Almoço
Aconselha-se aos participantes no
workshop o almoço vegetariano no local. O preço de cada refeição é de 8 €.
Se estiver interessado, deverá
mencioná-lo na altura da inscrição.
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