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A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ALADINO E A LÂMPADA MARAVILHOSA

Rodrigo Sobral Cunha


A FILOSOFIA INICIÁTICA E A MENSAGEM ESPIRITUAL DE UMA HISTÓRIA INTEMPORAL

«Pediu-me o autor de A Verdadeira História de Aladino que a fizesse preceder de umas palavras mágicas capazes de abrirem uma Introdução, isto é, uma Porta ou Janela para aqueles que não sejam capazes de entrar pelos telhados. A verdade é que, depois a lermos a essa história tirada de outra história, sentimo-nos como Aladino nos jardins subterrâneos e o autor aparece-nos como o Mágico Africano, pois ao pôr no fecho dela a palavra exclamativa “Continua!” faz o equivalente ao que aquele fez ao colocar de novo a pedra para que o jovem jamais de lá pudesse sair. Mas as palavras do autor têm a qualidade de um ritmo superior e funcionam como o anel de poder e de guarda que o Mestre deu ao discípulo e assim abre-se em nós a perspectiva de continuar a história maravilhosa dentro da nossa alma, pois o “Continua!” é uma pedra que se abre, uma pedra que se levanta, fazendo com que nos sintamos impregnados do santo desejo de encontrarmos nos subterrâneos dessa alma a lâmpada maravilhosa.»
António Telmo

Prefácio: António Telmo | Posfácio: Pedro Sinde | Ilustrações: Carlos Aurélio


Rodrigo Sobral Cunha nasceu em Lisboa, em 1967. Da capital portuguesa disse o cineasta alemão Wim Wenders encontrar nela a quintessência da cidade europeia (“algo de inglês, de italiano, espanhol, francês, muito, até, de alemão e austríaco e mais ainda do leste europeu”, conforme escreveu em 1988), vendo-a, lá no mapa, bem no meio da face da Europa, de que Portugal seria o rosto completo (“a testa junto ao Porto e o queixo com a barba a ocidente de Faro”), segundo o arquétipo da Europa que lhe foi dado contemplar. Mas que dizer, logo ali aos lados de Lisboa, da Sintra mourisca ou da pérsica Salvaterra de Magos? Demasiados parecem ser assim os ramos, como remoto o tronco, para que neles se reconheçam, nitidamente, os frutos. Quanto ao autor do livro que o leitor tem entre mãos, escreveu, pelos anos de 1990 a 1993, quatro livros de poesia: Visitação dos Sóis, O Orvalho da Montanha, Da Flor do Mundo, O Livro do Azul da Terra (inéditos todos), dos quais o Filósofo António Telmo publicaria uma selecção com o título “Aforismos” nos Teoremas de Filosofia, na Primavera de 2003. Depois de uma passagem de um ano e meio pelo Brasil, fez o curso de filosofia (via científica) na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), interessando-se pela questão da origem e do destino do homem, que abordou sob a forma de mestrado (na mesma universidade, em 1994) num estudo em torno da Scienza Nuova de Giambattista Vico. De acordo com este filósofo napolitano, o homem é primordialmente poeta e a linguagem promana de um silêncio sacral e de um canto inicial que atravessam as idades dos deuses e dos heróis, desaguando na idade dos homens (uma síntese deste trabalho, com o título “Giambattista Vico e Europa: Ciência da Lira e das Nações”, apareceu em Gepolis - Revista de Filosofia e Cidadania, nº 6, Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, 1999). Do tema da harmonia do universo no pensamento ocidental, interpretado a partir da obra do primeiro filósofo moderno luso-brasileiro Silvestre Pinheiro Ferreira (e com acolhimento da Universidade de Évora, em 2001, como doutoramento), resultou o livro A Teoria Silvestrina da Harmonia do Universo (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2008). Tem escrito e traduzido em torno de biomorfologia e cristalografia, a ondulação e a música, o ritual japonês do chá e as artes visuais, o decoro e as ruínas, a psicologia e a teodiceia. É professor no IADE. Nadador nas horas extravagantes, caminhante nas intravagantes. Em Outubro de 2007, levou ao I Congresso Internacional sobre o Pensamento Luso-Galaico-Brasileiro (entre 1850 e 2000) a investigação: “A Filosofia do Ritmo Portuguesa: da Monadologia Rítmica de Leonardo Coimbra a Lúcio Pinheiro dos Santos e a Ritmanálise.” No ano seguinte aparece o livro Filosofia do Ritmo Portuguesa (Serra d’Ossa Edições, 2008), onde o ritmo é considerado não só como princípio unificador da física, da biologia e da psicologia, mas como princípio interpretativo do universo. Para os Cadernos de Filosofia Extravagante, traduziu há pouco um texto do sufi Hazrat Inayat Khan: “Sê, para que tudo seja (o som abstracto)”, acerca do som da origem do universo. De uma viagem ao Atlas e do encontro de um tapete no deserto, surgiu A Verdadeira História de Aladino e a Lâmpada Maravilhosa.

Índice Excerto
Nº de Páginas: 96 | Formato: 14,80 x 21 cm | ISBN: 978-989-677-010-5

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