Os Dois Corvos de
Odin

S. Franclim

Ventos de Poesia
15 x 24,2 - 86 pp
 

P.V.P.:

7,50

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Odin — deus da Poesia, deus dos deuses na Mitologia Nórdica — foi o leitmotiv para se dedilhar impressões poéticas sob o dorso comum à memória e ao pensamento.

Na verdadeira Tradição ocidental, a Mitologia Nórdica é mais bela e mais profunda do que as Mitologias Grega e Romana. Mais bela porque está mais próxima da condição humana; mais profunda porque toca essa mesma condição de uma forma real e sentimentalmente perturbadora. A vida é nada perante o Fim que anuncia o ressurgimento de um tempo de bem e paz absolutos. O destino é, nisto, a grande matriz, contra a qual nem os deuses lutam: somente se preparam para o dia em que terão de morrer pelos Homens.

Os corvos de Odin, Munin e Hugin, que voavam pelo Mundo para lhe dar notícias deste, simbolizam aquilo que concretiza o esplendor e a decadência de cada vida humana: a capacidade de que o Homem tem em rememorar e pensar sob as cinzas das reminiscências. Munin (ou a Memória) e Hugin (ou o Pensamento) são dois corvos que perpetuam, num plano que não é atingido por qualquer um, a essência humana. Não têm um sentido agourento, conforme a Igreja Católica quis um dia crer, mas um sentido mágico e metafísico — iniciático aliás. Os dois corvos de Odin são o lado místico (por conseguinte, quase insondável) dos Homens.

Odin, segundo este Poeta, é o absoluto da Iniciação (morrer em consciência para se renascer para a “vida nova”). Por isto, invocá-lo, neste conjunto de poemas, tem a intenção de ter lado a lado o antigo âmago nórdico e a modernidade que procura o Norte — o Norte dos deuses que morreram pelos Homens.

Que este Poeta se cumpra na iniciação de Odin — o deus da Poesia: o deus das palavras sagradas, pelas quais cada ser suspira na noite da sua morte.

 

 

 

 

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